sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Ultimo do Ano,no número dois

 

São quase nove da manhã, quando chego ao emprego número dois.

O plantão no número um foi tranquilo. Se comparado com a rotina maluca daquele lugar…

Estou sem uniforme poi tomei uma banho de sangue no caminho ao ajudar no socorro de um motoqueiro com fratura exposta na perna.

Entro e vou direto à minha sala:

- Bom dia TT, quais as boas notícias?

- Nenhuma, mas também não tem más notícias…

- Isto já é uma boa notícia…

Vou para a emergência, a EZ, enfermeira, me cumprimenta enquanto me coloca a par dos casos dos pacientes ali internados.

- Esta senhora precisa de uma sonda de demora e não conseguimos passar. Ela é toda atrofiada.

- Posso tentar? – pergunto, já sabendo a resposta.

- Claro, por favor…

Depois de algum tempo e muita paciencia, consigo passar o cateter vesical, não era somenbte a atrofia, o prolapso de útero também atrapalhou bastante.

Mas tarde voltaria à emergência, desta vez para puncionar a jugular da mesma paciente que entrou em choque e precisa de volume.

Ao terminar uma técnica de enfermagem dispara:

- Viu? Tá pensando que nosso RT só sabe mandar e pegar no pé? Ele manja do riscado…

Risos…

A paciente foi transferida. Fizemos nossa parte

Na outra maca um senhor de 70 anos, IAM com supra. Recebeu estreptoquinase e aguarda uma vaga na UTI. Seus eletros não melhoraram após a medicação e isto nos deixa preocupado.

Quando a vaga é cedida o BR, médico, pede outro ECG e eu provoco:

- Só pra causar né? Fez um há dez minutos…

- Vai que Deus pôs a mão…

Eletro pronto e a melhora é visível o sufiente para que o BR me azucrinasse por dez minutos:

- Toma, discrente. Então eu só queria causar…

Mais uma transferêcia e eu aproveito a deixa para me despedir…

- Feliz Ano Novo. Até o´próximo plantão

Que os vossos esforços desafiem as impossibilidades, lembrai-vos de que as grandes coisas do homem foram conquistadas do que parecia impossível.

Charles Chaplin

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